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Uva Thompson

A videira foi introduzida no Brasil pelos portugueses no século XVI. Mas seu cultivo praticamente acabou no século XVIII. Entre 1830 e 1840, foram trazidas as primeiras videiras norte-americanas, mais resistentes e com maior potencial de adaptação às condições climáticas e de solo do país. Hoje, variedades e cultivares selecionados de uvas de mesa das espécies Vitis vinifera L., ou européia, e Vitis labrusca, ou norte-americana, estão adaptados ao Brasil e são cultivados nas diferentes regiões. Ambas englobam uvas de mesa e para vinho.

As uvas de mesa da espécie labrusca (Niagara, Isabel, traviú e outras) são chamadas de rústicas ou silvestres. Já variedades como red globe, Itália ou Thompson, da espécie V. vinifera, são chamadas também uvas finas. Aumentou nos últimos anos a produção das uvas finas de mesa no país, em especial sem sementes, como a Thompson. Conhecida como sultanina no Mediterrâneo Oriental, esta uva passou a ser chamada de Thompson em homenagem ao viticultor que a criou. William Thompson nasceu na Inglaterra em 1839 e mudou-se para os Estados Unidos em 1863. Ao longo de quatro anos e muitos enxertos, chegou à produção desta uva sem sementes. Hoje ela é cultivada mundo afora. Os bagos da Thompson são grandes e ovalados, com textura crocante.

É muito doce e tem sabor delicado. A polpa é clara, translúcida e, embora seja bastante aquosa, tem consistência firme, podendo ser fatiada. Ela é ideal para decorar canapés, incrementar saladas verdes, contrastar com o sabor e a textura de queijos e ser usada em receitas salgadas como saladas frias combinadas com frango, peru, atum, noz e amêndoa. Entra ainda em pães, salada de frutas com iogurte, muffins, sanduíches, gelatinas e pratos com frango e grãos.

Fonte: Portal Caras – http://www.caras.com.br/edicoes/766/textos/156/