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Maçã Fuji

Da família das rosáceas, a macieira (Malus spp) é originária da Europa e da Ásia. Foi introduzida no Brasil nos anos 1960 por colonos europeus, em Fraiburgo, Santa Catarina. Ela é arredondada, com profunda depressão na inserção do pedúnculo e na base. Seu tamanho varia de 5 a 10 centímetros de diâmetro e pode ser vermelha-escura, vermelha-amarelada e rajada, verde-clara e verde rajada de marrom. A cor da polpa varia do branco ao amarelado, e sua consistência pode ser compacta e suculenta ou menos úmida e esfarelada. A variedade fuji resultou do cruzamento da Ralls Janet com a Delicious. A experiência foi feita por H. Niitsu em 1939, em Fujisaki, na antiga Estação Experimental de Tohoku, que hoje funciona como Estação Experimental de Fruticultura de Morioka, Iwate, no Japão. Em 1958, quando o processo terminou, era chamada de Tohoku nº 7. Só em 1962 ganhou o nome fuji. No Brasil, começou a ser cultivada em 1971.

A planta é vigorosa, mas muito exigente em frio hibernal, adaptando-se mal às regiões mais quentes. O tamanho do fruto varia do médio ao grande, com formato redondo ou às vezes oblongo. Fator tido como negativo na variedade é a cor pouco atraente da casca, já que o tom vermelho é entrecoberto por manchas opacas douradas ou amarronzadas. Mas em 1986 se criou outro cultivar da fuji, a suprema, em Curitibanos, com a cor da casca mais uniforme. A polpa da fuji é aromática, saborosa e doce.

E a textura, firme, crocante e suculenta. Ela pode ser preparada de várias maneiras na cozinha, como acompanhamento para pratos salgados ou como ingrediente de doces. Combina com carne de porco, coelho, cabrito, peru, pato. Com sua polpa rica em pectina se faz ainda geléia, purê, compota e recheios.

Artigo Original: http://www.caras.com.br/edicoes/774/textos/maca-fuji/